Hoje é dia 13 de Março de 2010



página inicial   |    quem somos   |    como pesquisar   |    anuncie   |    fale conosco
     Agenda:      Feiras    /    Cursos Presenciais    /    Eventos                                                                                     Receba o Viaseg News
PESQUISA RÁPIDA:
produto ou serviço:


Eleições - Urna biométrica torna eleição mais segura


25/01/10

Utilização do equipamento terá novidades para o próximo pleito em outubro, entre elas a impressão digital
 
Foto dos eleitores no terminal dos mesários, especificações mais seguras e maior velocidade no processamento dos votos são algumas das novidades prometidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o novo modelo da urna eletrônica brasileira. O equipamento, que já poderá ser usado nas próximas eleições, em outubro, traz mais novidades. E a mais perceptível delas para os eleitores é a introdução de um novo mecanismo de segurança: a biometria.

Em 2010, o TSE amplia o número de municípios que participarão do projeto-piloto que prevê o acesso ao voto através da impressão digital. Em 2008, três cidades participaram da iniciativa, que no próximo pleito deve atingir cerca de 3% dos eleitores. Do total de 460 mil urnas eletrônicas que serão usadas, mais da metade do parque já terá essa nova tecnologia.

No Rio Grande do Sul, a escolha foi Canoas. Para isso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) vai realizar o recadastramento de mais de 240 mil eleitores. Além de revisar os dados no cadastro eleitoral, serão colhidas a foto e as impressões digitais de cada eleitor.

Quem não comparecer terá seu título eleitoral cancelado e não poderá votar nas próximas eleições. Os demais municípios do Estado terão o recadastramento definido em períodos a serem divulgados pelo TSE após as eleições desse ano.

O Brasil foi pioneiro no mundo a ter 100% do seu processo eleitoral automatizado, em 2000. Esse ano deve marcar a maior substituição de urnas desde 1998, quando essa tecnologia começou a ser usada no País. A fabricante Diebold, que desde essa época fornece os equipamentos - perdendo a licitação apenas em 2002 -, vai entregar mais 165 mil equipamentos para as eleições 2010, todos com dispositivos biométricos.

A ideia é fazer reposição de algumas das máquinas mais antigas, além de atender à expansão do volume de eleitores. Nos próximos anos, todas serão substituídas. “A biometria representa o grande salto tecnológico da urna eletrônica dos últimos anos”, observa o consultor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para projetos da urna eletrônica, Antonio Esio Marcondes Salgado.

Ele explica que essa tecnologia cria mais um nível de segurança para evitar que alguém vote no lugar de outra pessoa. No futuro, é possível que a biometria possa tornar o processo eleitoral brasileiro mais sofisticado permitindo, por exemplo, uma maior mobilidade aos eleitores.

Assim como aconteceu com os computadores convencionais, a tecnologia embarcada na urna eletrônica também foi evoluindo nos últimos anos. A capacidade de processamento, memória e desempenho foram alguns dos atributos melhorados. Em 1998, o processamento de um voto levava dois minutos. Para esse ano, a meta é reduzir pela metade esse tempo. Também foram sendo incluídos mecanismos de segurança mais sofisticados. Hoje, por exemplo, não é possível desmontar a urna sem que os técnicos do TSE percebam que isso foi feito. Para 2014, o desafio do INPE é encontrar uma forma de viabilizar tecnicamente que o dispositivo que liga o terminal do eleitor ao do mesário seja desligado, uma determinação da lei.

De acordo com Salgado, a opção de usar internet sem fio está praticamente descartada. “Alguns lugares de votação são inóspitos e não teríamos como chegar com essas tecnologias até lá”, observa. Além disso, ele afirma que não existe coerência em oferecer internet em escolas apenas no dia das eleições.

Automatização

O projeto de desenvolvimento da urna eletrônica brasileira se iniciou em 1995 e, na época, tinha como objetivo a criação de um equipamento que minimizasse as falhas até então encontradas no escrutínio. Na época, representantes da Marinha, Exército, Aeronáutica, INPE, e CPqD da Telebrás foram chamados pelo TSE para atuar nesse projeto. A primeira urna foi usada em 1996. Hoje, o INPE permanece atuando de perto nos desenvolvimentos e ganhou a parceria do Centro Tecnológico de Informática (CTI), também ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

TSE realiza teste de fogo contra fraudes

Para testar a segurança do modelo brasileiro de urna eletrônica, o TSE realizou no final do ano passado um teste público de segurança nos softwares e em componentes do sistema eletrônico de votação. Puderam se inscrever pessoas das áreas de ciência da computação, segurança da informação, engenharia eletrônica e de redes, tecnologia da informação e auditoria.

O objetivo era o de tentar violar o sistema eletrônico para provar que é possível destinar parte da votação de um candidato para outro. Ou, ainda, provar que é viável identificar como votou determinado eleitor. Os testes verificaram a segurança do sistema.

O consultor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para projetos da urna eletrônica, Antonio Esio Marcondes Salgado, relembra que, em um dos testes, um rapaz colocou uma antena de rádio do lado do teclado para ver se ele captava algum sinal e, com isso, poderia identificar o candidato votado. Tecnicamente, sabe-se que os equipamentos eletrônicos geram ruído e, se for colocada uma antena próxima, é possível captar algo.

Mas o especialista explica que isso só seria possível se a área fosse totalmente isolada. “Uma urna é segura porque tem os requisitos de segurança dela e todo um entorno. Não podemos imaginar a cena de uma pessoa indo votar com uma antena na mão e colocá-la a 30 cm do teclado sem que as pessoas percebam”, observa.

O consultor de segurança da informação e autor do livro Como Blindar o seu PC, Alexandre Freire, critica o excesso de burocracia exigido pelo TSE para o credenciamento dos especialistas chamados. Era necessário, por exemplo, indicar o software que seria usado para realizar os testes, a metodologia, o plano de trabalho para a execução e a indicação de base científica. “Se era para submeter a urna a uma prova de fogo, não deveriam ter sido criadas dificuldades para que os hackers e a turma da pesada mesmo participasse”, sugere.

Diebold entregará 165 mil unidades

Aproximadamente 90% das urnas eletrônicas usadas hoje no Brasil foram produzidas pela Diebold. A equipe de desenvolvedores da fabricante já está trabalhando para a entrega de 165 mil unidades para as próximas eleições.

Entre as novidades, o eleitor encontrará uma tela colorida e maior. O terminal do mesário agora conta com um display LCD de 2 polegadas para conferência da foto do eleitor. O vice-presidente de tecnologia da Diebold, Carlos Alberto Pádua, diz que o foco é atender às novas especificações do TSE. Um cuidado todo especial foi dado para a segurança. “O novo modelo atingiu o estado da arte contra fraudes e violações”, diz. A empresa mantém uma fábrica em Manaus, que atende à área de automação bancária. Para a produção das urnas, que é uma operação grande e por um período de tempo curto, é usada a unidade fabril de Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais.

A urna eletrônica é propriedade intelectual do TSE. A Diebold trabalha com um modelo exportação, com design diferente e outras funcionalidades. “A tecnologia da urna aliada com todo o processo eleitoral brasileiro fazem do País um dos cases mais bem-sucedidos do mundo”, observa.



Fonte: Jornal do Comércio


Envie essa notícia para um Amigo


Seu Nome:

Seu E-mail:

Nome do Amigo:

E-mail do Amigo:

Mensagem:




Pesquisar Cursos






Feiras
13/06 - Interseg - 10 Feira Internl. de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública.

» saiba mais

» calendário de feiras







     Agenda:      Feiras    /    Cursos Presenciais    /    Eventos                                                                                     Receba o Viaseg News


Área do Anunciante                     Maquinas Industriais   /   Br Websites Desenvolvimento de Sites   /   Br Domínio Hospedagem de Sites   /   .